BIBLIOTECA MUNICIPAL DE SANTA MARTA DE PENAGUIÃO

06
Abr 10

"Os últimos dias da Monarquia" de Jorge Morais

 

Em 6 de Outubro de 1910, telegrafando o fim da Monarquia para a Gazeta de Notícias, do Rio de Janeiro, Eduardo Schwalbach escreveu com uma ironia de fel: «Ao cabo de longos e porfiados esforços, os monárquicos acabam de implantar a República em Portugal.»

A TRÉGUA FRUSTRADA:
O DESCONHECIDO “PACTO LIBERAL” DE 1908 ENTRE REPUBLICANOS E MONÁRQUICOS

Em Abril de 1908, pouco depois do regicídio, dois dirigentes republicanos e um áulico da Corte de D. Manuel II congeminaram, em casa de Bernardino Machado, um pacto de tréguas que convinha às duas partes: exonerando os republicanos da má fama de envolvimento na matança do Terreiro do Paço, daria à Monarquia o “benefício da dúvida” e ao regime um último fôlego, tão necessário no início do novo Reinado.

Apesar de acarinhado pelo jovem Rei e apoiado pelo primeiro-ministro, o pacto foi frustrado nos corredores do Poder pela feroz oposição de um dos líderes monárquicos; e a sua inviabilização esteve na origem da opção revolucionária dos inimigos do regime, que acabaria por conduzir à instauração violenta da República, em 5 de Outubro de 1910.

 

"A Concubina Russa" de Kate Furnivall

 

Lydia e sua mãe Valentina refugiam-se em Junchow (cidade imaginária), na China, após a prisão de Jens quando fugiam da Rússia Bolchevique.
Sozinhas sobrevivem num meio profundamente hostil, numa sociedade onde a cultura ocidental e oriental se chocam permanentemente. Valentina profundamente abalada com a prisão de seu marido vive entre o álcool e a sua paixão pela música.
A coragem e a inteligência de Lydia levam-na a recorrer às formas mais audazes como o roubo e a mentira a fim de proporcionar à mãe, filha de aristocratas russos despojados das suas riquezas com a revolução comunista, algum conforto e a própria sobrevivência.
A China vive momentos de extrema instabilidade nesta fase pré-comunista com numerosas tríades chinesas que semeiam o terror, entre tráfico de ópio e ferozes lutas internas.
Lydia conhece Chang, que é pró - comunista, numa situação extremamente perigosa em que ele a salva de cair nas mãos de um dos mais terríveis grupos de tríades. Mais tarde é ela que lhe salva a vida e um grande amor nasce entre eles.
É este amor que desafia todas as convenções, um amor proibido entre pessoas com marcas civilizacionais absolutamente diferentes, que preenche o enredo deste livro.
Violência, terror, traição, mas também amor e amizade fazem deste romance um livro que vale a pena ler.

 

"Vida de Nuno Álvares Pereira" de Jaime Cortesão

 

Aqui se contam as extraordinárias aventuras de Nuno Álvares Pereira, grande herói da História de Portugal. Logo quando nasceu, os astrólogos predisseram-lhe um futuro espantoso. A sua juventude foi uma grande aventura e em breve seria armado cavaleiro pelos seus gloriosos feitos. Neste pequeno livro narram-se as terríveis batalhas que os Portugueses travaram contra os Castelhanos e o papel que nelas teve o Condestável. A história tem o seu auge na batalha de Aljubarrota, onde D. Nuno Álvares Pereira, pela inteligência mais que pela força, fez do exército português vencedor. Este é um grande pequeno livro escrito pela pena de um dos maiores prosadores da língua portuguesa: Jaime Cortesão.

Jaime Zuzarte Cortesão (1884-1960) foi um dos principais mentores de «Renascença Portuguesa». Poeta de grande valor — ombreou com Teixeira de Pascoaes — legou-nos também uma obra importantíssima no domínio da História de Portugal.

publicado por Livros & Cª. Biblioteca Municipal SMP às 10:38

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